Amor não tem tamanho, não tem divisão, nem precisa de títulos pra ser sustentado. No nosso pais, onde o amor a times de futebol ultrapassa a barreira do racional, o fanatismo por clubes com tradição e muitos títulos já pode ser considerado exagerado, para os torcedores dos clubes de pouca expressão ele é ainda mais absurdo.
A vida é complicada para um pequeno ainda mais quando esse em outros tempos ja viveu na elite do futebol nacional, times que tiveram dias de gloria e hoje lutam no ostracismo para voltarem as origens. A lembrança da grandeza prejudica muito ao clube, talvez o amor cegue torcedores e diretores e os façam lidar com os problemas como se estivessem nos tempos áureos com caixa e arquibancadas cheios, exposição na midia e títulos. As contratações continuam sendo altas e tudo e feito como se ainda estivesse no palco principal do futebol. O saldo dessa fantasia saudosista são mais dividas, mais atraso e um buraco mais fundo para sair.
A falta de exposição dos clubes pequenos na midia só os prejudica, sem exposição perdem-se patrocínios, a torcida não cresce, o dinheiro não entra. O comum é que diretores e presidentes trabalhem em troca de nada, ou melhor trabalhem pelo amor ao clube. Ai começa um outro problema: a falta de profissionalismo, a ligação afectiva entre o profissional e o clube acaba atrapalhando as decisões e se torna um outro mal para os clubes pequenos
-Ele é gente boa, escuta a gente sempre, se não escutar nos fazemos o diabo pra ele ir embora daqui(torcedores do Bangu, que conversavam com o técnico do time durante o jogo)






